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Cultura se despede de Clóvis Truppel

Cultura se despede de Clóvis Truppel

O artista blumenauense Clóvis Truppel também deixa amigos na Fundação Cultural de Blumenau. Risco, como era conhecido, foi um dos precursores do movimento do grafite na cidade e porta-voz do projeto Colmeia, que todo ano leva gratuitamente ao público música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais.

O artista teria sofrido um ataque cardíaco em casa aos 55 anos. Seu corpo foi velado na Capela Mortuária da Escola Agrícola e sepultado às 17h no Cemitério da Rua Bahia. “A Fundação Cultural lamenta muito o falecimento precoce de um conselheiro municipal atuante. Tinha sua vida intimamente ligada ao fortalecimento da cultura da cidade”, reconhece o presidente da FCB, Sylvio Zimmermann Neto.

O Museu de Arte de Blumenau (MAB) possui em seu acervo três obras de autoria de Clóvis Truppel. Uma delas pode ser vista no segundo piso da Fundação Cultural de Blumenau, que retrata Carlos Jardim. “Ele nos surpreendeu mais uma vez. Agora, com sua partida sem prévio aviso, tão rápida e inesperada”, resume a gerente do MAB, Mia Ávila.

Artista visual, Clóvis foi um dos idealizadores do projeto Colmeia e um dos precursores do grafite blumenauense, assinando seus trabalhos como "Risco". Teve também atuação no MAB e foi um dos selecionados no 8º Salão Elke Hering - Mostra Nacional Contemporânea de Artes Visuais. Sua obra foi classificada em segundo lugar.

Atualmente o artista ocupava cadeira na Câmara de Artes Visuais do Conselho Municipal de Política Cultural. “Clóvis era contestador, irreverente, irriquieto, ativista cultural, um amante das artes, deixa muitos amigos e seguidores. Sentiremos sua falta”, resume Mia.

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello