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Projeto Paradesporto Escolar ultrapassa 40 polos de atendimento em Blumenau

Projeto Paradesporto Escolar ultrapassa 40 polos de atendimento em Blumenau

Quebrar barreiras e promover a inclusão e a acessibilidade para todos. Estes são os principais objetivos do Projeto Paradesporto Escolar. Desenvolvido pela Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria de Educação, ele oferece às crianças e adolescentes com deficiência a prática de diversas modalidades. Ao longo dos últimos anos, o trabalho recebeu importantes investimentos e alcançou em 2015 o número de 43 polos de atendimento.

Por ano, a Administração Municipal aplica no projeto cerca de meio milhão de reais, garantindo aulas de atletismo paralímpico, basquete sobre rodas, bocha paralímpica, goalball, judô, natação para bebês e tênis de mesa. Tudo oferecido gratuitamente. A listagem completa dos polos, com os endereços e horários, pode ser conferida no site da Prefeitura, na página da Secretaria de Educação.

Com a ampliação, o número de estudantes atendidos também aumentou. No ano passado, o projeto contemplava 130 alunos. A meta para 2015 era beneficiar 200 crianças e adolescentes, objetivo alcançado já no primeiro semestre deste ano. A coordenadora do projeto, Gisele Margot Chirolli, conta que isto foi possível devido ao intenso trabalho do Paradesporto Escolar. "Nós tínhamos este objetivo de ampliar o atendimento, pois este trabalho tem papel fundamental na contribuição do desenvolvimento motor e cognitivo destes alunos", explica. Atualmente, o projeto conta com 20 profissionais, sendo 19 na área de educação física e uma professora fisioterapeuta. Uma equipe completa que proporciona a preparação física para o fortalecimento muscular dos alunos.

Giselle explica que o projeto atende estudantes com idade entre um e 19 anos e visa melhor a neuroplasticidade - capacidade do cérebro em adaptar-se a uma nova situação, como é o caso das lesões e deficiências. "As atividades trazem melhoria para o processo de ensino aprendizagem, além da redução no uso de medicação, perda de peso, mais qualidade de vida, aumento da autoestima, desenvolvimento da independência e a promoção da inclusão social", destaca a coordenadora. 

Superação e novos desafios

O estudante Yuri Reiter, de 15 anos, levava uma vida normal. Ia para a escola e praticava sua atividade favorita: o vôlei. No esporte ele participou de diversas competições e também conquistou várias medalhas. Mas, em 2012, durante um exame médico, descobriu que possuía osteosarcoma, caracterizado como câncer ósseo.  

A partir daí, seus sonhos foram temporariamente interrompidos. Ele ficou internado de março a agosto de 2012, realizando diversos tratamentos para parar a doença. Mas a quimioterapia não surtiu efeito, então, os médicos amputaram a perna direita do jovem para salvar sua vida. A mãe de Yuri, Mariusa Alves, conta que apesar de estar muito debilitado por conta do tempo no hospital, o filho nunca perdeu a fé. "Ele sempre dizia para todos que vinham visitá-lo: eu vou ficar bom, eu vou me curar do câncer", relembra. 

E assim aconteceu. Determinado, o jovem superou a doença, mas nem imaginava os caminhos que o aguardavam. Em novembro de 2013, a mãe conheceu o professor de educação física da Escola Básica Municipal Albert Stein, Henrique de Oliveira, que convidou ela e o filho para participarem de uma aula esportiva. Entusiasmado, Yuri realizou a inscrição para fazer natação em um dos polos do projeto e desde então não parou mais. Descobriu uma nova paixão e uma motivação a mais para sorrir. No ano passado, participou dos Jogos Abertos Paradesportivos (Parajasc) e conquistou duas medalhas de ouro. 

A mãe conta que o rapaz ganhou um novo brilho no olhar. "Com apenas dois meses de natação eu já vi nele muita diferença. Nem parecia o mesmo Yuri. Ele deixou a cadeira de rodas de lado e passou a usar bengala. Ficou mais ativo, aumentou seu bem-estar físico e emocional, além de ganhar mais resistência muscular", explica. 

Ela ressalta, ainda, que é grata a Deus e aos médicos que cuidaram de seu filho, mas que o Paradesporto Escolar teve papel fundamental para a recuperação dele. Agora, ele continua a fisioterapia com a fisioterapeuta do projeto, Sessuana Magalhães, e não precisa mais se deslocar para Florianópolis para o acompanhamento médico.

Assessora de Comunicação: Yara Schram