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Museu de Arte abre a quarta temporada de exposições no dia 3 de setembro

Obras selecionadas para a penúltima edição do ano reúnem diferentes olhares sobre memória, tempo, paisagens e experiências

Museu de Arte abre a quarta temporada de exposições no dia 3 de setembro

O Museu de Arte de Blumenau (MAB) abre no dia 3 de setembro a 4ª Temporada de Exposições do ano, reunindo cinco mostras que ocupam diferentes espaços do museu e apresentam ao público uma variedade de artistas, linguagens, pesquisas e modos de perceber o mundo. A programação começa às 19h com conversa com artistas expositores e curadores, seguida da abertura oficial, às 20h, e da apresentação musical da Banda Municipal de Blumenau, às 20h30. As exposições poderão ser visitadas gratuitamente até 1º de novembro, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h. A entrada é gratuita.

A temporada reúne as exposições “O Silêncio do Traço”, de Renato Fonseca Ferreira, na Galeria do Papel; “Blup 40 Anos – Entre traços e memórias”, na Galeria Municipal de Arte; “Presente Perpétuo”, com obras de Alessandra Almeida, Maria de Minas e Olavo Kucker e curadoria de Mario Oliveira, na Sala Elke Hering; “A Paisagem como linguagem: entre espaço, imagem e experiência”, com curadoria de Ana Zavadil, na Sala Roy Kellermann; e “Sublimações por Condensação”, de Ricardo Matos Vieira, na Sala Pedro Dantas. “Embora partam de diferentes universos poéticos e processos de criação, as cinco exposições estabelecem, em seus próprios percursos, relações com questões que atravessam a experiência humana e a produção artística contemporânea: memória, tempo, identidade, paisagem, território, percepção, presença e transformação”, explica a gerente do museu, Mia Ávila.

Na Galeria do Papel, “O Silêncio do Traço”, de Renato Fonseca Ferreira, apresenta oito obras inéditas que exploram a relação entre linha, cor, memória e estados emocionais. “Os retratos não representam pessoas específicas, mas evocam identidades fragmentadas, lembranças difusas e aquilo que permanece entre o que se sente e o que consegue ser expresso. A exposição convida o visitante a desacelerar diante das imagens e perceber os silêncios que também constituem a experiência”, conta Mia Ávila.

Na Galeria Municipal de Arte, “Bluap 40 Anos – Entre traços e memórias” propõe um percurso por diferentes momentos, artistas e linguagens relacionados à história da Associação Blumenauense de Artistas Plásticos, a partir de um recorte curatorial construído com obras do acervo do MAB. A exposição aproxima arte, memória e território e estabelece uma relação especial com a própria Galeria Municipal de Arte, espaço que antecede a criação do museu e que participa da história da cena artística de Blumenau.

Entre os artistas presentes estão Guido Heuer, Pita Camargo, Roy Kellermann, Rubens Oestroem e Beatriz Bona, além de outros nomes que integram a trajetória e a memória da associação. “O percurso culmina, na terceira sala, com um painel coletivo produzido especialmente pelos associados da Bluap para marcar os 40 anos da entidade. A obra estabelece uma passagem entre a história construída ao longo das décadas e a continuidade da associação no presente”, salienta Mia Ávila.

Na Sala Elke Hering, “Presente Perpétuo”, com curadoria de Mario Oliveira, reúne trabalhos de Alessandra Almeida, Maria de Minas e Olavo Kucker. “A exposição parte de uma questão do mundo contemporâneo: em meio à velocidade dos acontecimentos e ao excesso de imagens e informações, como transformar aquilo que vivemos em experiências capazes de criar vínculos, permanecer na memória e ser compartilhadas?”

As três séries apresentadas utilizam processos de montagem, sobreposição e manipulação da fotografia para aproximar diferentes pessoas, acontecimentos, territórios e temporalidades. Memórias familiares, manifestações religiosas e experiências traumáticas tornam-se matéria para novas relações entre passado, presente e futuro, fazendo da fotografia um espaço de reflexão sobre aquilo que permanece e aquilo que se transforma.

Na Sala Roy Kellermann, “A Paisagem como linguagem: entre espaço, imagem e experiência”, com curadoria da historiadora da arte Ana Zavadil, reúne um coletivo de artistas do Rio Grande do Sul. “A exposição propõe compreender a paisagem não como cenário ou pano de fundo, mas como uma linguagem em constante deslocamento”, observa a gerente do MAB. “A partir de diferentes suportes, escalas e temporalidades, os trabalhos apresentados abordam a paisagem como território físico, simbólico, íntimo e coletivo. Espaço, matéria, gesto, memória e experiência se entrecruzam, fazendo com que aquilo que poderia ser entendido apenas como fundo, passe a ocupar um papel ativo na construção de sentidos. Ana Zavadil estará presente na abertura da Temporada, participando da conversa com artistas e curadores.”

Na Sala Pedro Dantas, “Sublimações por Condensação”, de Ricardo Matos Vieira, apresenta uma produção recente de pinturas construída a partir da investigação de experiências sensoriais e perceptivas. Depois de duas décadas afastado da cena artística, ele retoma a pintura e transforma percepções, memórias e experiências pessoais em matéria pictórica.

Os trabalhos, à primeira vista marcados pela intensidade dos traços e das pinceladas, revelam um processo de criação que combina gesto, repetição, cálculo e organização. “A série estabelece ainda uma relação com os tracejados que o artista fazia em cadernos durante a infância e adolescência, transformando um gesto recorrente em procedimento pictórico.A pintura torna-se, assim, espaço de investigação, elaboração e descoberta de novas formas de perceber e expressar a experiência.”

Ao reunir cinco exposições tão distintas, a 4ª Temporada de Exposições do MAB reafirma a diversidade de possibilidades presentes na produção artística e na relação entre arte e experiência. São diferentes gerações, trajetórias, linguagens e perspectivas que ocupam os espaços do museu e convidam o público a construir seus próprios percursos. “De uma exposição a outra, surgem diferentes formas de olhar para aquilo que permanece: os vestígios da memória, as marcas do tempo, os lugares que habitamos, as experiências que compartilhamos e os modos singulares pelos quais cada artista transforma o vivido em linguagem”, conclui Mia Ávila.

 

Serviço

4ª Temporada de Exposições do Museu de Arte de Blumenau – MAB

 

Abertura: 3 de setembro

19h: Conversa com artistas expositores e curadores

20h: Abertura oficial da Temporada

20h30: Apresentação da Banda Municipal de Blumenau

Visitas: de 4 de setembro a 1º de novembro, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h

Local: Museu de Arte de Blumenau (Rua 15 de Novembro, 161, Centro)

Entrada: gratuita

Classificação indicativa: Livre

 

Exposições:

 

Galeria do Papel: “O Silêncio do Traço”, de Renato Fonseca Ferreira

Galeria Municipal de Arte: “Bluap 40 Anos – Entre traços e memórias”. Exposição comemorativa dos 40 anos da Associação Blumenauense de Artistas Plásticos

Sala Elke Hering: “Presente Perpétuo”, de Alessandra Almeida, Maria de Minas e Olavo Kucker. Curadoria: Mario Oliveira

Sala Roy Kellermann: “A paisagem como linguagem: entre espaço, imagem e experiência”. Curadoria: Ana Zavadil

Sala Pedro Dantas: “Sublimações por Condensação”, de Ricardo Matos Vieira

 

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello