Projeto busca manter viva a tradição do bordado em Blumenau
Mais de 30 bordadeiras, que trabalharam nas décadas de 60 e 70 em Blumenau, participaram na tarde desta terça-feira, dia 19, de um café promovido pelo Parque Vila Germânica em parceria com o Sebrae. Além da confraternização, o encontro também serviu para que as bordadeiras se inscrevessem no projeto de resgate dos bordados feitos no município naquele período, em especial das mulheres que fizeram história com a Casa Meyer, conhecida como a mais tradicional casa de bordados de Blumenau.
O projeto tem como objetivo resgatar o artesanato para manter viva a tradição na cidade. Para isso, as bordadeiras fizeram a doação temporária dos produtos feitos na época, desde toalhas e almofadas todas feitas à mão. A proposta do parque e do Sebrae é coletar informações sobre os produtos, depoimentos e experiências das bordadeiras para a confecção de um livro e assim resgatar a memória da tradição, que colocou Blumenau, naquele período, em destaque em todo o país.
Jaci Deschamps de Andrade, 74 anos, foi uma das mulheres que viveram a época de ouro do bordado em Blumenau. “Tinha 12 anos quando me encantei com a qualidade dos produtos e fios que a Casa Meyer oferecia. Casei e fui morar em Lages por 46 anos e levei comigo a atividade de bordado daqui, o que fez muito sucesso por lá. E tudo isso foi uma época colorida e marcante, já que as mulheres eram ensinadas para fazer trabalhos manuais”, diz Jaci.
Para a diretora de eventos do Parque Vila Germânica, Ivone Lemke, o projeto de resgate dos artesanatos da época, em especial dos bordados, nasceu para manter viva a tradição, além de incentivar e servir como exemplo as bordadeiras que ainda existem na cidade. “Além de tudo isso, vamos fazer oficinas de vivência para que as bordadeiras de hoje conheçam como era feito o bordado de antigamente e possam desenvolver seus produtos através da técnica”, diz Ivone.
Assessor de Comunicação: Joni César
