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Aloisius Carlos Lauth lança dois livros no MAB

Aloisius Carlos Lauth lança dois livros no MAB

O escritor Aloisius Carlos Lauth lança nesta quinta-feira, dia 12 de março, às 19h, no Museu de Arte de Blumenau (MAB), os livros "Bromeliário Selva de Pedra" e Flagelo da Malária em Brusque. O evento ocorre na abertura da 1ª Temporada de Exposições 2020, na Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais (SMC). A entrada é gratuita.

Aloisius é licenciado em Estudos Sociais com habilitação em História e Geografia pela Febe e graduado em Administração de Marketing pela Uniasselvi, com especialização em Gestão Ambiental pela Univali. O autor coordenou os eventos comemorativos em do centenário de nascimento de Padre Raulino Reitz, organizando e contribuindo com eventos em Antônio Carlos, Brusque, Florianópolis e Indaial. Publicou os livros "Bromeliário Selva de Pedra" e "Flagelo da Malária em Brusque", nos quais descreve a contribuição do botânico Reitz à causa ambiental. É sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

O autor descreve no livro "Bromeliário Selva de Pedra" as ideias e as ações de padre Raulino Reitz à frente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no período de 1971 a 1975, e apresenta seus principais pronunciamentos em defesa da causa ambiental no Brasil, numa época em que não se falava da natureza como meio de sobrevivência da raça humana. O título é uma homenagem aos irmãos Reitz que ergueram naquela ocasião um bromeliário com as principais espécies de gravatás brasileiros, que foi apelidado pelos cariocas de 'Selva de Pedra', nome da telenovela da Rede Globo de Televisão.

Padre Reitz se tornou precursor do meio ambiente no Brasil e suas defesas da floresta nativas o projetam como o maior cientista das Américas no século XX, tão significativas foram suas causas, somente comparável ao trabalho silencioso de pesquisa de Fritz Müller na costa litorânea de Santa Catarina, corroborando com a tese de Darwin. Reitz incentivou por seu trabalho na criação de 10 Unidades de Conservação, uma das quais ele próprio adquiriu as glebas de terra da família Buettner, instituindo o Parque Botânico do Morro Baú, em Ilhota, para aclimatar espécies de plantas em estudo botânico.

A saída de padre Reitz do Rio de Janeiro ocorreu a partir de um convite do novo governador de Santa Catarina, Antônio Carlos Konder Reis, para que ocupasse a pasta da Coordenadoria de Assuntos Ambientais na antiga Secretaria de Tecnologia e Meio Ambiente do Estado, tornando-se a semente da Fatma nos anos seguintes. Padre Reitz ocupou por anos a superintendência do órgão, afastando-se sempre da direção principal para melhor integrar-se à pesquisa botânica e reservar tempo para as decisões de preservação das florestas estaduais. A primeira delas foi a criação do Parque Estadual Serra do Tabuleiro, que não saía do papel, acrescentando outras áreas como a Baixada do Maciambu. Ninguém nega, atualmente, o grande benefício do parque estadual na vida da Capital do Estado, tanto para fornecimento de água potável quanto de contenção dos limites das cidades circunvizinhas, bem como a preservação da genética de espécimes nativas da região e, no futuro, as novas formas de lazer e aconchego urbano.

Epidemia em Brusque
Já o livro Flagelo da malária em Brusque aborda uma epidemia praticamente erradicada no Brasil, mas que poucas pessoas se lembram da febre intermitente que atingiu a população de Brusque em grande proporção. As condições climáticas foram as responsáveis pela doença, e também a peste agrícola nos anos 1940, em todo o Litoral catarinense. Um dos homens se destacou no controle da endemia, cujas ações fizeram dele o “Padre dos Gravatás”. Era o professor de Ciências do Seminário de Azambuja que, voluntariamente, contribuiu com seu conhecimento para as bases científicas do controle.

Este livro narra a pesquisa do Serviço Nacional da Malária, que estabeleceu um posto avançado na cidade para determinar as origens e estabelecer as ações de profilaxia. Assim como a realidade social de Brusque e região foi alterada pela doença e pelas ações de controle, o próprio padre mudou sua realidade de vida, passando ao domínio da botânica. Nascia, então, o levantamento da flora catarinense, especialmente das bromélias, constituindo-se um acervo inigualável de plantas desidratadas que formam hoje o Herbário “Barbosa Rodrigues”. Mas, tudo começou em Brusque por pessoas que caçavam os mosquitos da malária.

A primeira temporada de exposições do MAB neste ano também contará com as mostras “Paródia do testemunho ocular”, de Rafael Ramos (São Paulo/SP); “Passagem”, de Sonia Wysard (Rio de Janeiro/RJ); “Abaixo da Superfície”, de Kelly Kreis (Florianópolis/SC); “Até que a morte os separe”, de Martha Ozol (Florianópolis/SC); e “Sobre Cadeiras”, de Felipe da Costa (Blumenau/SC)”. O público também será brindado com declamação de poema e músicas interpretadas por integrantes da Banda Municipal de Blumenau.

As visitas às exposições do MAB podem ser feitas até 22 de abril, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser marcadas pelo telefone (47) 3381-6176.

Saiba mais

1ª Temporada de Exposições no MAB

Abertura: quinta-feira, dia 12 de março

Local: MAB – Secretaria Municipal de Cultura (Rua 15 de Novembro, 161, Centro)

Horários:

19h: conversa com os artistas expositores

20h: abertura da temporada, lançamento de livros, declamação de poemas e apresentação musical

Visitas: até 22 de abril, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h

Visitas mediadas: podem ser marcadas pelo telefone (47) 3381-6176

Classificação indicativa de idade: Livre

Entrada franca

 

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello