Memória Digital: Semana da Língua Alemã
Os imigrantes alemães consideravam a educação dos filhos prioridade e faziam grandes esforços para criar e manter as chamadas escolas comunitárias. Na época não existiam unidades públicas suficientes para atender toda a demanda na colônia. Em segundo lugar, era valorizado o fato de as escolas transmitirem valores do “Deutschtum”. As escolas particulares dominaram, por um longo tempo [...]. Estas eram criadas pelo sistema de escolas comunitárias e atendiam aos colonos, mesmo os mais distantes. As escolas públicas só vieram muito tempo depois e assim mesmo em número bastante reduzido. [...] as escolas comunitárias foram criadas com a colaboração dos pais, que se juntavam para pagar os salários dos professores e a manutenção, bem como prestavam serviços pessoais, como pintura e consertos. Na falta de um professor formado, contratava-se alguém que pudesse, de certa forma, exercer esta função, como um pastor ou um imigrante com mais instrução. (Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Fossile, Dieysa Kanyela, artigo: O Ensino da Língua Alemã no Sul do Brasil)
