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Prefeitura faz proposta pela volta ao trabalho e apela ao bom senso

Prefeitura faz proposta pela volta ao trabalho e apela ao bom senso

O encontro do prefeito Napoleão Bernardes com os coordenadores do sindicato dos servidores, a convite do próprio prefeito, na manhã desta quinta-feira (29), teve uma razão especial: a administração municipal propôs ao Sintraseb a continuidade das negociações para compor uma política de reposição das perdas salariais históricas, que ocorreram entre 1997 e 2005. Em contrapartida, solicitou que os cerca de 2.500 servidores em greve retornem aos seus locais de trabalho imediatamente, como forma de garantir o atendimento de necessidades básicas da população como creches e unidades de saúde.

Na oportunidade, o prefeito fez questão de ressaltar aos representantes do sindicato o momento ímpar que se vive desde o início desta administração municipal, quando foi implantada uma reivindicação histórica do próprio sindicato: a mesa de negociação permanente. De lá para cá, houve muitos avanços como a definição do pagamento das avaliações de desempenho de 2001 e 2007, direito de horas atividade para coordenadores pedagógicos, definição da necessidade de aumentar recursos para pagamento de licenças-prêmio represadas, entre outras tantas questões. “Sempre estivemos abertos às conversações para uma política de avanços em prol do servidor”, lembrou Napoleão.

Responsabilidade

Acompanhado pelos secretários de Administração Carlos Schramm, e de Gestão Governamental, Paulo Costa, o prefeito ressaltou que uma administração pública precisa ser responsável. Explicou a questão de caixa e a impossibilidade de um reajuste maior do que a inflação neste momento, e reafirmou a vontade política da Prefeitura em construir um cronograma de recuperação das perdas salariais históricas. “Em nosso governo não houve perda alguma, mas o sindicato sabe que estamos dispostos a encontrar uma forma de recuperar aquilo que for possível, ao longo dos próximos anos. Apenas não se pode querer que consigamos recuperar perdas que estão na fila de espera há 17 anos, em 17 meses de governo”, argumentou Napoleão.

Ele ainda explicou que os 5,82% de reajuste salarial representam cerca de R$ 24 milhões anuais a mais na folha de pagamento, que a capacidade financeira da Prefeitura tem limite e que além dos servidores, o Município tem que fazer a manutenção da cidade e avançar na ofertas de serviços como os Ambulatórios Gerais até as 24 horas e mais vagas em creches.

Sobre a judicialização da greve, o prefeito foi categórico: “Não entramos na Justiça contra a greve, que entendemos ser um direito legal dos servidores. Entramos na Justiça para garantir serviços que a comunidade considera essenciais, como creches para as famílias e atendimento aos doentes em postos de saúde”, ressaltou. “Precisamos garantir esses serviços à população”. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em duas decisões liminares, entendeu assim e deu ganho de causa ao pedido do Município de Blumenau.

Ao final, o prefeito pediu mais uma vez bom senso dos servidores para que voltem ao trabalho. Solicitou ao sindicato o cumprimento da decisão judicial como forma de não prejudicar as famílias blumenauenses. Deixou claro que a Administração Municipal está disposta a prosseguir as negociações através do Comitê Permanente para recompor as perdas, assim que os servidores parados voltem ao trabalho. “Fizemos tudo ao nosso alcance para que os serviços oferecidos à comunidade sejam retomados”, concluiu, dizendo aguardar bom senso por parte do sindicato e dos servidores para que a população não seja ainda mais prejudicada.

 

Diretor de Imprensa: Fabrício Wolff (9977-9838)