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Itajaí-Açu
Atualização:
26/08/26 19h
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Memória Digital: caminhos do Vale do Itajaí

Memória Digital: caminhos do Vale do Itajaí

Otto Stange descreve suas viagens de negócios que fez com sua bicicleta marca Meister, tipo Standart, sem marchas, por estradas de barro, ou no máximo macadamizadas. O asfalto ainda não havia chegado à região naquela época. Suas viagens de bicicleta permitiram conhecer melhor o Vale, cujo ponto culminante era Blumenau. “Eu precisava resolver alguns negócios em Itajaí. O único caminho seguro entre aquela cidade e Blumenau era a via fluvial, com os barcos a vapor, de rodas, o 'Blumenau' e o 'Progresso'. Com barcos, qualquer um pode viajar, mas, eu queria me aventurar e ir pela estrada que era pouco usada e conhecida, pois passava por terrenos de particulares, com porteiras para abrir e fechar, com gado passeando livremente. Até Gaspar e Poço Grande, a estrada era razoável, muito usada por carroças. Mas, em seguida, passava-se por terras da família Flores, que usava exclusivamente carros de bois. A 'estrada' passava pelo mato, capoeira, pasto aberto, plantações de cana-de-açúcar. O capim alto escondia as duas trilhas ou gretas profundas. Havia saído cedo de Blumenau e após fazer um ligeiro lanche encontrei o trecho chamado de trilha dos carros de boi. Naquele tempo, Blumenau só tinha alguns automóveis que não se aventuravam por este caminho, mas um ou outro tentava a aventura e, sem exceção, tinha que contratar uma junta de bois, que levava duas horas, frente ao carro, para passar por este trecho...”.

 

Fonte: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Revista Blumenau em Cadernos, tomo XXXVII, agosto 1996, p. 249-250 / Fundação Cultural de Blumenau