Fenatib faz apresentações no asilo e na Vila Itoupava
Até sábado, dia 12, o 20º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (20º Fenatib) é garantia de alegria e diversão de crianças, adultos e idosos. O evento oferece uma programação variada que certamente vai cair no gosto de todos. Nesta semana, as atrações se deslocam para outros pontos da cidade, beneficiando também a Casa São Simeão e moradores da Vila Itoupava. Além do ingresso gratuito, as apresentações em três horários no Teatro Carlos Gomes ampliam o leque de possibilidades de frequência.
Com organização do Instituto de Artes Integradas (Inarti) e Fundação Cultural de Blumenau (FCBlu), o Fenatib costuma lotar o teatro. O presidente da FCB Rodrigo Ramos tem acompanhado as apresentações e se diz satisfeito. “Procuramos oferecer teatro com qualidade”, observa. “Além da reunião de crianças e público em geral, também é importante o debate e a troca de informações com grupos de outras cidades. O festival proporciona ações para formação contínua dos profissionais de teatro, da Educação e da produção”.
Esta edição oferece ao público oito peças produzidas por companhias dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, além de 10 grupos suplentes. As atrações são apresentadas no Teatro Carlos Gomes, escolas e palcos alternativos nos espaços públicos da cidade. Os ingressos são gratuitos, mas devem ser retirados 30 minutos antes de cada espetáculo.
Saiba mais
20º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (Fenatib)
Período: até 12 de novembro
Entrada Gratuita
Ingressos: limitados - retirada 30 minutos antes do início de cada espetáculo na secretaria do evento
Programação
8 de novembro, terça-feira
Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h, 15h e 19h30
Espetáculo: Iara – O encanto das águas
Grupo: Cia. Lumiato Teatro de Formas Animadas - Brasília (DF)
Autor:Thiago Bresani
Direção: Alexandre Fávero
Faixa etária: A partir de 6 anos
Duração do espetáculo: 40 minutos
Sinopse: Um índio da aldeia sonha com uma mulher sobrenatural. Ao acordar, procura o sábio Pajé para tentar entender quais são os mistérios dessa mulher, descobrindo assim a história da Iara. No encantamento da sereia brasileira, o protagonista mergulha com ela nas profundezas do seu próprio destino. Inspirado na lenda da Iara e utilizando a linguagem do teatro de sombras contemporâneo, o espetáculo busca sensibilizar o público infanto-juvenil sobre os saberes da tradição oral dos povos originários do Brasil.
8 de novembro, terça-feira
Casa Lar São Simeão
Horários: 15h
Espetáculo: Uma história em par
Grupo: Grupo Sinos – Blumenau (SC)
Autor: Hugo Carvalho e Chell Sant’Ana
Direção: Hugo Carvalho
Faixa etária: 5 a 7 anos
Duração do espetáculo: 40 minutos
Sinopse: Francisca Ceroulas e Eunice Laquê são duas senhoras de idade, contadoras de história, antigas amigas e rivais. As duas são convidadas para contar a mesma história, no mesmo local e horário, por algum erro da produção do evento, que deveria ter chamado apenas uma delas. Uma não contava com a presença da outra e apesar da amizade, as duas são concorrentes e estavam preparadas para contar a história individualmente. Dentro dessa grande confusão, as duas parecem não ter outra escolha a não ser dividir a atenção das crianças por um bem maior. Assim, essas velhinhas divertidas e engraçadas precisarão compreender suas diferenças e contar juntas A história do sol e da chuva. Juntando elementos poéticos e musicais, as duas amigas aos poucos começam a resgatar os valores de uma verdadeira amizade e a importância do perdão.
9 de novembro, quarta-feira
Sociedade Serrinha – Vila Itoupava
Horário:15h
Espetáculo: Meu pai é um homem pássaro (foto)
Grupo: Cia. Experimentus - Itajaí (SC)
Autor: David Almond
Direção: Daniel Olivetto
Faixa etária: 6 anos
Duração do espetáculo: 60 minutos
Sinopse: Jack é um homem que, após a perda da esposa, vive sob os atenciosos cuidados da filha Lizzie. Apaixonado pelos pássaros e tomado pelo desejo de voar, Jack se vê diante da chance de lançar-se no ar quando é anunciado que a cidade receberá “A Grande Competição do Pássaro Humano”. O sonho do “avoado” pai passa a ser também um desejo da filha e, assim, novos laços começam a ser estabelecidos entre os dois, um homem pássaro e uma menina pássaro.
9 de novembro, quarta-feira
Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h, 15h e 19h30
Espetáculo: Sakurá
Grupo: Cia. Crias da Casa - Rio de Janeiro (RJ)
Autor: Gabriel Naegele
Direção: Gabriel Naegele
Faixa etária: A partir de 6 anos
Duração do espetáculo: 55 minutos
Sinopse: Já é março em um pequeno vilarejo no Japão e as últimas folhas das cerejeiras já são levadas pelo vento. Todos se preparam para os festejos do Hanami, que nada mais é do que contemplar o florescer das cerejeiras, o desabrochar do Sakurá. In é um jovem que anseia se tornar um grande Samurai, mas para isso terá que cumprir sua grande missão e enfrentar seu maior inimigo. Yo é uma jovem que desde muito pequena foi prometida às tradições e, portanto, deve se tornar uma Gueixa. No entanto, ela não deseja seguir a tradição imposta. Para encontrar seus destinos, eles terão que aprisionar o mal dentro si e somente assim enfrentar a grande maldição que diz: “aquele que alcançar o Monte Fuji sem possuir um coração puro, estando cheio de sentimentos obscuros, ficará preso para sempre”. Dois destinos cheios de aventuras, batalhas e desafios que se cumprirão quando cair a última flor de cerejeira, o ultimo Sakurá.
9 de novembro, quarta-feira
Caic Arão Rebello /EBM Conselheiro Mafra
Horários: 14h
Espetáculo: Isso não é brincadeira
Grupo: Detalhe Teatro – Blumenau (SC)
Autor: Roberto Morauer e Jean Massanero
Direção: Roberto Morauer
Faixa etária: 6 a 11 anos
Duração do espetáculo: 40 minutos
Sinopse: “Isso não é brincadeira”, retrata histórias vivenciadas por crianças que brincam no pátio, uma garotinha sozinha esperando ônibus, um menino que adora contar histórias e uma menina que está sob os cuidados do tio. O espetáculo busca mostrar às crianças a necessidade de falar com alguém de confiança quando lhes acontece algo que não entendem muito bem.
10 de novembro, quinta-feira
EBM. Vidal Ramos
Horários: 8h15
Espetáculo: O Amigo da Onça
Grupo: Teatro de Bonecos Pois é... Então tá! – Blumenau (SC)
Autor: Pedro Dias
Direção: Pedro Boneco
Faixa etária: Livre
Duração do espetáculo: 40 minutos
Sinopse: Espetáculo que já viajou pela América Latina e Europa, conta de maneira lírica e poética sem o uso da palavra uma história sobre a importância da preservação do ambiente.
10 de novembro, quinta-feira
Auditório Willy Sievert - Teatro Carlos Gomes
Horários: 10h, 15h30 e 19h30
Espetáculo: A ver estrelas
Grupo: Companhia Azul Celeste – Blumenau (SC)
Autor: João Falcão
Direção: Jorge Vermelho
Faixa etária: A partir de 6 anos
Duração do espetáculo: 55 minutos
Sinopse: “A ver estrelas” relata a história de Jonas, um rapaz quieto e pacato que vive na tranquila Vila da Solidão. Num determinado momento que está só em seu quarto, ele se perde em seus pensamentos observando as estrelas. Num misto de sonho e realidade, Jonas se vê cercado pelos seres encantados que moram em sua imaginação. Sem perceber, vai parar num lugar onde tudo pode acontecer, o País do Navegar. Essa trajetória mostra a Jonas a oportunidade de sair de sua monotonia – o Reino a Ver Estrelas – e se permitir descobrir como aproveitar melhor os seus dias, experimentando os conflitos que são estranhos ao seu universo.
11 de novembro, sexta-feira
Auditório Willy Sievert - Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h, 15h e 19h30
Espetáculo: Maia – a lenda da menina água
Grupo: Trupe do Experimento - Rio de Janeiro (RJ)
Autor: Marco dos Anjos
Direção: Marco dos Anjos
Faixa etária: A partir de 6 anos
Duração do espetáculo: 50 minutos
Sinopse: Com dramaturgia autoral, o espetáculo apresenta Maia, uma menina de uma família ribeirinha, que tem por sustento a pesca. O rio que beira sua casa não tem mais peixes por causa da poluição. Seu pai tem que se afastar cada vez mais para garantir o alimento da família. Em uma noite de lua cheia, o rio seca de forma abrupta. Maia, achando ver a imagem do pai no meio do rio seco, corre em sua direção e, quando se dá conta, está longe de casa e no meio de uma aventura, junto a personagens do Folclore Nacional, para trazer as águas do rio de volta. A concepção cenográfica apresenta a casa da família Ribeirinha, às margens do rio, e seguirá a protagonista em sua aventura pelo rio seco. Pela primeira vez, a Trupe faz uso de máscaras e manipulação de objetos em cena. As músicas, criadas exclusivamente para o espetáculo e executadas ao vivo pelo elenco, têm por fonte de pesquisa os ritmos do folclore Paraense.
11 de novembro, sexta-feira
EEB Júlia Lopes de Almeida
Horários: 15h
Espetáculo: Gira Junto, um espetáculo pra brincar!
Grupo: Grupo de Teatro da Casa – Blumenau (SC)
Autor: Natália Curioletti
Direção: Natália Curioletti
Faixa etária: A partir de 2 anos
Duração do espetáculo: 40 minutos
Sinopse: É um convite a contar, rodar e cantar essas cantigas que fazem parte da identidade do nosso povo, num resgate folclórico com o gosto (quase perdido) das brincadeiras populares. É um espetáculo para crianças, mas os adultos também podem brincar!
Dia 12 de novembro, sábado
Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h, 15h e 19h30
Espetáculo: Arroz e Feijão em: Colapso no Sistema
Grupo: Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado - Criciúma (SC)
Autor: Adriano Medeiros e Luan Marques Joaquim
Direção: Reveraldo Joaquim e Yonara Marques
Faixa etária: A partir de 5 anos
Duração do espetáculo: 45 minutos
Sinopse: Chovia. Dóroty voltava para sua casa após um longo dia de trabalho. Ela já devia ter ouvido falar dos ataques que estavam ocorrendo na cidade, mas não se preocupava, pois aquela realidade lhe parecia muito distante. Era só dobrar a esquina e ela estaria a poucos metros de casa. Talvez ela tenha tido uma sensação estranha. Talvez não. Talvez ela tenha começado a ouvir o eco dos próprios passos. Ela deve ter olhado para trás, mas não distinguiu nada em meio ao breu do anoitecer. Por instinto, seus pés devem ter começado a tornar o ritmo da caminhada mais frenético, fugindo de algo até então desconhecido. Talvez, por uma curiosidade incontrolável, seu pescoço tenha girado bem a tempo de ver aquilo que se escondia nas sombras. O seu corpo deve ter gelado. Ela possivelmente tentou correr, mas suas pernas fracas de medo tropeçaram em si mesmas levando-a ao chão, de onde nunca mais se levantou. É provável que no instante em que caiu ela tenha tido tempo apenas de olhar para cima e vislumbrar a silhueta daquele demônio que lhe tiraria a dádiva da existência. Assim começa a saga dos detetives Arroz e Feijão em busca do Assassino da Língua Ácida, em busca de justiça e do equilíbrio no universo dentro de mim.
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello
