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Exposições de Educação Ambiental recebem mais de 500 pessoas

Exposições de Educação Ambiental recebem mais de 500 pessoas

Olhares atentos, concentração e uma curiosidade aguçada. Assim estavam as crianças que participaram das exposições do 2º Encontro Blumenauense de Educação Ambiental. Mudas de árvores das mais diversas espécies, animais exóticos e casinha feita com garrafas e caixas de leite cercavam o caminho de quem circulava pelos corredores da Uniasselvi na manhã desta sexta-feira, dia 2. O evento recebeu mais de 500 visitantes no primeiro dia de atividades abertas ao público, realizado nesta quinta-feira.

As alunas do 6º ano da Escola Básica Municipal Professora Norma Dignarti Huber já sabem os diferentes tipos de solo em que a unidade está instalada. Na ponta da língua, Jamilly Vitória explica para os visitantes sobre as maquetes montadas pelos alunos. Uma delas mostra o espaço da escola antes da tragédia de 2008 e a outra como o solo da unidade ficou depois da catástrofe. “Estudamos em uma área que foi muito afetada pela chuva. É de interesse nosso aprender sobre as questões naturais e repassar aos nossos pais”, comenta.

Para o professor e biólogo Cristiano Lombardo Evangelisto, responsável pela exposição sobre o solo, o evento promove um olhar crítico ao meio ambiente. “Fizemos um estudo de caso para ensinar às crianças como é e como está a situação da nossa terra. Você permite às pessoas terem duas dimensões, uma antes e outra depois do encontro”, explica.

Do outro lado, os estudantes de ciências biológicas da Universidade Regional de Blumenau (Furb), Joel Januario e Suzana Santos Souza, explicam o processo de taxidermia, mais conhecido como empalhamento. Tucanos, papagaios, sagüis e até cachorro do mato são alguns dos animais preservados para estudo. “Esta é uma técnica para aumentar a durabilidade do material de estudo, neste caso, os animais. Há pelo menos um animal de cada espécie no mundo empalhado”, comenta Joel. Para Suzana, que se forma este ano na faculdade, as exposições do encontro sobre educação ambiental “fazem com que as pessoas aprendam sobre diversos temas em pouco tempo”.

Ryan Brandolth, de 9 anos, e a colega Miriam dos Santos, de 10 de idade, mostram na exposição a importância do reaproveitamento de materiais. Junto com a professora da Escola Básica Municipal Tiradentes Rute Patrícia da Silva, eles usam a criatividade para ampliar a consciência ecológica na unidade escolar. “No começo do ano, observamos que existia sobras de vários materiais, e por isso resolvemos usar a criatividade para montar os mais diferentes utensílios para a escola”, explica a professora. Para os alunos, este é mais um dos momentos onde é preciso sensibilizar o ser humano para cuidar de si, dos outros e da natureza.

Segundo o educador ambiental da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema), José Sommer, a responsabilidade social e a preservação ambiental significam um compromisso com a vida. “O evento com as oficinas e exposições das escolas pode oferecer conhecimento e história sobre diferentes assuntos da natureza. O encontro foi planejado e pensando no bem comum de todas as pessoas”, comenta.  

Assessora de Comunicação: Franciele Back