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Crescimento da cidade e aumento do consumo contribuem para falta de água

Crescimento da cidade e aumento do consumo contribuem para falta de água

Aliada à falta de investimentos de duas décadas no aumento da capacidade de captação, tratamento e armazenamento de água do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), o crescimento vertiginoso da demanda é um dos problemas que agravam a situação do abastecimento no verão. Segundo levantamento do Samae, só de 1996 para cá foram feitas 70 mil novas ligações para abastecimento de água no município. Muitos destes consumidores ocuparam morros bastante íngremes, onde a água tem mais dificuldade para chegar.

Além disso, equipamentos que demandam grandes volumes como piscinas são cada vez mais presentes nas residências - inclusive piscinas mais simples, mas que consomem de cinco a dez mil litros de água para encher cada uma. Os lava-jatos também se popularizaram, provocando ainda mais consumo. "A estrutura do Samae não acompanhou este crescimento de consumo", revela Artur Uliano, servidor de carreira que hoje ocupa o cargo de diretor técnico.

Ele ressalta que o prefeito Napoleão Bernardes determinou soluções de curto, médio e longo prazo para resolver o problema, mas que especialmente no verão é necessário bom senso das pessoas no consumo de água. Segundo estudos do Samae, quanto maior a temperatura mais se eleva o consumo. Como este verão tem apresentado dias extremamente quentes, a situação se agrava.

O pico do consumo se dá nos finais de semana, com destaque para sábado pela manhã. "É o momento em que a dona de casa lava roupas, faz faxina, coisas que são difíceis de adiar", comenta Uliano. Porém, ao mesmo tempo, as piscinas, lavação de carros e calçadas com mangueiras e lava-jatos e outras atividades que igualmente consomem maior volume de água, são ações colocadas em prática. Isto leva ao colapso do sistema, ainda que temporariamente. Nessas situações, toda a água produzida e tratada pela ETA 2 (850 litros por segundo), por exemplo, é automaticamente consumida. Não dá tempo de reservar água e as regiões mais altas acabam sofrendo com a falta de água.

"O Samae já está investindo R$ 8 milhões na ampliação da rede adutora e em breve outros R$ 24 milhões na captação e reservação de água", ressalta Valdair Matias, presidente da autarquia. "Ontem ficou definido que vamos aumentar a capacidade de produção de água tratada da ETA 2, em um investimento de cerca de R$ 3 milhões, além de comprar três caminhões-pipa para abastecimento em caso de emergências", pontuou.

Porém, segundo os técnicos do Samae é necessário que a população utilize a água com sensatez. Todo o esforço desses investimentos na ampliação da capacidade de abastecimento busca solucionar o problema de falta de água na cidade, "mas se não houver consumo consciente, especialmente no verão, será difícil não haver problemas pontuais", alerta Artur Uliano.

Assessor de Comunicação: Joni César