MAB abre nesta quinta a 4ª Temporada de Exposições
A Fundação Cultural de Blumenau espera o público blumenauense e da região para a festa de abertura oficial da 4ª Temporada de Exposições do Museu de Arte de Blumenau (MAB). A programação começa às 19h desta quinta-feira, dia 10, com a tradicional conversa com os artistas expositores. Também está previsto o lançamento da Edição Brasil em Números, volume 23 - pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com ilustrações de obras do MAB.
No Espaço Alternativo, a Sociedade Escritores Blumenau representada por 14 autores apresentará a instalação poética Poema em Arte. A temporada contará com as exposições "Plano de Cor", do paulistano Diego Castro, "Recre/Recri/Ação", da catarinense Belíria Boni, "Moedas", do paulistano Alexandre Frangioni, "Metamórficas", do argentino Javier Di Benedictis, e "Convergências", do catarinense Tchello d’ Barros. A visitação poderá ser feita até 18 de outubro, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h, sempre com entrada gratuita.
Saiba mais
Sala Oficial
Exposição: Plano de Cor
Nascido na cidade de São Paulo, Diego Castro é bacharel em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina. Concluiu o mestrado em Poéticas Visuais pela ECA-USP. O início de sua trajetória artística é marcado pela a apropriação das imagens, com intuito de descaracterizar o seu significado e os meios onde essas estão inseridas. Com essa manipulação sobre as imagens, inicia-se um apagamento do que esta em volta da forma que foi apropriada. A manipulação dessa forma explora a espacialidade, a cor e a repetição. A construção, a partir disso, aborda o espaço pela sua grande superfície, sugerindo um diálogo com a forma, recebendo repetições, e assim criando um movimento que se constitui dentro da forma que se expande no espaço.
A produção é centrada nas imagens do cotidiano e como elas se relacionam na globalização, pela apropriação dessas imagens, com intuito de descaracterizar o seu significado e os meios onde estavam inseridas. Usando uma paleta de cores complementares, cor de forte impacto visual, espelho e o seu reflexo, mistura a forma da imagem do cotidiano que desestabiliza o olhar e imprimem um impacto visual. A pintura e o desenho extrapolam os suportes tradicionais, incorporando objetos construídos e estruturas em instalações que possuem uma economia nas formas, mas mantêm proporção entre a escala dos objetos e o espaço.
Sala Especial
Exposição: Recre/Recri/Ação
Na mostra Recre/Recri/Ação, a artista catarinense Belíria Boni apresenta 31 trabalhos que têm por técnica escultura alternativa rígida, com reaproveitamento de materiais descartáveis (sacolas plásticas, arames de estrutura de sombrinhas), madeira e acabamento em resina, que dão à peça a aparência de cobre ou bronze, em dimensões que variam de14x16x10cm a 52x55x16cm. Os trabalhos representam uma temática cujo discurso artístico tem funcionamento lúdico, através da representação de brincadeiras e brinquedos infantis (peteca, rodopio, pipa, ciranda, amarelinha, bola de gude, estilingue, entre outros). As peças trazem à tona memórias e recordações que favorecem o diálogo que se pretende entre a obra, o público e o ambiente. Algumas peças são interativas, prevendo a acessibilidade e permitindo experiência tátil para visitantes portadores ou não de necessidades especiais, que poderão manipulá-las e movimentá-las.
Sala Elke Hering
Exposição: Moedas
O paulistano Alexandre Frangioni é formado em Engenharia Química e desde 2006 participa de cursos de artes com acompanhamento e orientação. O Projeto Moeda apresenta oito obras produzidas entre 2014 e 2015, que têm como matéria prima os valores monetários e suas relações com um passado não muito distante. A partir da desconstrução deste suporte e sua reconstrução com a inserção do tempo e seus efeitos, o visitante poderá rever questões que passam despercebidas quando discutidas no momento presente.
Toda sociedade sempre foi pautada e orientada com base nos seus valores, sejam eles éticos, morais, religiosos, monetários, estéticos etc. Inclusive, representados por suas tradições, ritos e leis. Com o passar do tempo tais valores vão se modificando e afetam diretamente o ambiente onde estão inseridos. É com este olhar que o artista propõe uma discussão sobre as mudanças que estes valores sofrem e como estão relacionados entre si e dentro de cada indivíduo.
Sala Alberto Luz
Exposição: METAMÓRFICAS
Os trabalhos de Javier Di Benedictis (Buenos Aires, 1985) demandam imaginação e memória, devolvendo às imagens sua condição de mistério e distância. Nesta exposição, sua obra é vista através de dois ambientes: num deles, comparecem os próprios vídeos e, em outro, destacam-se alguns de seus fotogramas. Estas pequenas unidades são organizadas em folhas para impressão e sofrem uma série de intervenções plásticas, para logo serem digitalizadas e recompostas em novas sequências de vídeo.
São projeções cujos vídeos remetem à fotografia analógica (quando a luz das imagens capturadas e congeladas não cobre e nem descobre, apenas vela), enquanto os fotogramas remetem à pintura através de um processo de intervenção manual, potencializada pelas cores fluorescentes do rosa, verde, amarelo e assim por diante, obtidas com pigmentos e solventes. Recusando aquilo que se poderia chamar de cromofobia, sensibilidade que se ampara na brancura e no asséptico, o artista reivindica a atualidade multicolorida dos neons e das tonalidades digitais. Instala-se um artifício que perturba a realidade através de uma espécie de pestanejar, causando um tipo de ofuscamento ou miragem produzida pelo excesso de cor que faz resplandecer a superfície numa gloriosa dança de luzes.
Galeria do Papel
Exposição: Convergências
Tchello d' Barros dedica-se desde 1993 às linguagens de Literatura, Artes Visuais e Cinema, tendo iniciado a carreira em Blumenau. Catarinense nascido em Brunópolis, residiu em 14 cidades no Brasil, além de ter percorrido 20 países em constantes atividades culturais. Atualmente encontra-se no Rio de Janeiro, onde cursa a faculdade de Audiovisual, na UFRJ. Eventualmente ministra oficinas e palestras, participando também de mesas-redondas, júris, editorias, curadorias, saraus e diversas atividades culturais no Brasil e Exterior.
"Convergências" é um projeto multimídia que apresenta a produção em Poesia Visual de Tchello d’ Barros em diversos suportes como livro, blog, webvideo, instalação, página em rede social, projeção e a exposição física, cuja itinerância por capitais brasileiras já passou pela Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A mostra - talvez a primeira exposição individual de Poesia Visual em Santa Catarina - apresenta uma seleção retrospectiva dos poemas visuais do autor criados ao longo de duas décadas. Seu primeiro poema visual, "Preconceito", foi criado em 1993, quando vivia em Blumenau e foi exposto na inauguração da Galeria do Papel, na gestão de Elke Hering.
Serviço
4ª Temporada de Exposições no MAB
Abertura: 10 de setembro, quinta-feira
Horários:
19h: conversa com os artistas e curadores
20h: abertura da 4ª Temporada de Exposições do MAB, com lançamento do volume 23 do Brasil em Números, apresentação musical e a exposição Poesia e Arte pela Sociedade Escritores Blumenaunses
Visitação: de terça-feira a domingo, das 10h às 16h, até 18 de outubro
Visitas mediadas podem ser marcadas pelo telefone 3381-6176
Entrada franca
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello
